terça-feira, 16 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Family must stick together!
Now, that's what Christmas is all about! Familias mais unidas. Touching.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Let me go straight to the point
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Política, em Portugal? Onde?
O meu mal fala, quanto mais de política!
But I went nuts e lá me deu para a coisa:
É nestes dias que eu percebo o porquê do meu repúdio quanto à ideia de uma minha eventual filiação a uma juventude partidária.
Se me preocupo, se estou a par e se gosto de política porque é que cada vez que penso em juntar-me a uma J me sinto claustrofóbica?
Ora a resposta reside precisamente aí: basta prestar 2 minutos de atenção a um jornal para desesperar!
A política enquanto ciência é fascinante e os partidos um mal necessário, mas como aproveitar deles o que quer que seja?
O BE, enquanto "esquerda champagne" cai no ridiculo pela falta de base consistente nas suas posições, tal qual menino rico que quer ser cool, tal qual tia da Linha que se diz open minded.
O PCP nem tem muito que dizer: o comunismo é utópico e a célula das suas preocupações devia ser a Pessoa Humana e não o proletário. Estamos no seculo XXI.
O PS sempre teve muito em comum com a Rute Marlene: ora pisca o olho à esquerda ora o pisca para a direita, conforma lhe convém. É inteligente. É política. É muitas vezes contraditório.
Se acho muito bem que o país se pique, se mexa, se revolte contra o seu próprio conformismo, easy going filosophy e tudo aquilo que sabemos que falha no povo português, é lógico que acho muito bem as reformas que o PS faz, ou acharia, se elas fossem reformas honestas e não reformas para as estatísticas.
No fundo assistimos a um "evoluir na continuidade" e as reformas formais têm pouca correspondencia material.
Veja-se o que acontece com as Novas Oportunidades e os modelos de avaliação do Ensino Secundário actual. É facilitar para parecer bem na foto de familia da UE.
O PSD, depois de um ano de marasmo como o de 2007/2008, chega a um ano em que nem os próprios militantes sabem que posições adoptar, no fundo nem os proprios corpos do partido parecem saber o que fazem nem para que é que o fazem.
Se Manuela Ferreira Leite era a grande esperança de muitos, um pulso firme e trabalhador para indicar um rumo, pois bem, quer me parecer que o seu GPS avariou...
O PSD está perdido no nada - ou antes, os militantes estão perdidos no nada, porque MFL está de retiro constante e ninguém percebe muito bem o que lá faz. O seu repúdio pelo mediatismo já se sabia poder ser entrave, mas a vontade para arrancar era muita e apostou-se na sua capacidade de trabalho. O problema é: não se vê trabalho nenhum. Quando há questões polémicas, o PSD abstem-se (ex: Código do Trabalho) quando devia tomar posição (mesmo que a favor). A abstenção não é forma de protesto. Protesto seria votar contra. Razoável seria apresentar contra-propostas. Razoável seria estar a par. Sensato seria pensar no que se diz.
É que se MFL estava a ser irónica - e acredito que estava - devia ter tido em conta anteriores declarações em que se mostrou - e não ha outra palavra - preconceituosa. Os comentários de MFL têm sido de vizinha cusca que gosta de ver as zaragatas só para dizer que sabe que as houve, mas que depois só fala de futilidades: das novelas da TVI, do Ronaldo, do carro novo do vizinho de cima e da galdéria do 3º Esq.º.
Concluindo: MFL não é criteriosa nas suas intervenções - que as fizesse pouco, mas que as fizesse bem. E não mostra sequer estar a desenvolver bases para um potencial mandato (dela ou de outro qq candidato do PSD) no Governo.
O CDS-PP é puro show-off. É Paulo Portas. Democratas-cristãos? Yeah, right! Quantos mais conheço, menos acho que o sejam. É para o tacho. É porque é um partido pequeno, onde seria fácil brilhar, nao fosse Paulo Portas. Mas o que é que o PP tem para oferecer realmente? Ok, é um partido de quadros, não pressupõe muita intervenção, mas exige-se base ideolõgica consistente. Podem dizer que a têm, mas é só basófia.
Como me disse alguém uma vez: eu não me ligo a partidos, ligo-me a ideias.
Consistentes, exequíveis, inteligentes e práticas. Ideias, entenda-se, na base de actuações.
Porque de boas intenções está o Mundo cheio.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Funny stuff to think about, mas tenho as minhas reservas (19º CV)
“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”
Miguel Esteves Cardoso in Expresso
sexta-feira, 11 de julho de 2008
A Hut By The Beach
Trying to figure out the person I'd like to be
Crush into my hut, try to take me down
You've already done it, just don't do it now