quinta-feira, 31 de março de 2011

There's such a lot of world to see.

every time you point your finger at me
i should stress out and let my rage be free
but I have to be the change I want to see
i'll always remember these fine words from Ghandi

i'll spend all my life trying to find a good way
not to come fighting to the end of each day
cause i'm just a guest in this house no it's not for me
the way society has chosen for you and me

oh no not this way...
Letra: Daniel Eira
Àlbum: Time For Us
(faixa secreta)

quarta-feira, 30 de março de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Eu gosto de culpar a Disney, a educação cristã, as irmãs Bronté e a Jane Austen, em primeira linha.
Pacta sunt servanda*
Dás-me um passado e descubro-te uns três,
ofereces-me a segunda, que eu troco pla terceira.
será, esta, forma de ingratidão?
se o que leio me traduz,
transcrição do que penso,
legenda
dos meus recortes?
é que as histórias não estão todas no google
e o contador não está no twitter,
mas, O Homem,
está em tudo.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Metamorfose

chamar a atenção para o absurdo da existência humana. Sobretudo para aqueles pormenores, da vida e do dia-a-dia. Pormenores bizarros a que aprendemos a não dar importância, desumanizando-nos.

sábado, 26 de março de 2011

É HOJE, ÀS 20.30H.












P.S: as pedras que deixamos no caminho.

sexta-feira, 25 de março de 2011

on your guard, take care
Frank Sinatra
não dances tão perto. quando a luz é fraca
os tecidos não combinam e é feio apontar.
não fales tão próximo do nariz - não vejo
com os olhos ocupados de tudo porque de ti
sabe o corpo que enrolaste na mão do teu copo
e nos dedos dos meus caracóis.
areados de sol petisco,
salgados os lábios do Verão-último,
demonstração do poder, barulho de motor.

quinta-feira, 24 de março de 2011

They're Heading West

they're heading west by theyreheadingwest

P.S: Quando Julie se junta com Minta.

P.p.s: também no Queque.

Do The Right Thing

Entrar no Onda para me esquecer da RGA e de que o país não tem Governo: Groove com o Filipe (sempre bom em tudo) e o fantástico Mário Delgado.
Matar saudades da Fi e do Nuno, rever malta de Electric.

É ironico, num dia como este, ter de chegar ao fim para ouvir Do The Right Thing.



P.S.: Amanhã outro dia promete.

terça-feira, 22 de março de 2011

Ainda o arrebatamento

quero acreditar no corte e nos ciclos
do meu capitalismo.
que não sou daqui, até porque já passou a minha senha
                                                                 e os números
da tolerância
que cede
a toda a operação de charme.
dêem-me um prémio e o meu escritor, que eu fico.
ponham putos aos pontapés num palco,
um senhor Magnífico e cortem
todas as palavras.
só não calem o Basílio, não lhes tirem os chapéus ou graus
degraus da escada,
cores do orgulho
que levantamos com palmas.

Não precisamos de mãos para isto.

















P.S: tenho um amor parvo a isto tudo que não me adivinham como aluna. tento não falhar como Estudante.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Falar é cortar palavras

PRIMAVERA

P.S:  I bet flowers blossom to this song.

 

domingo, 20 de março de 2011



P.S: Esta malta não pára mesmo..


P.S: felicidade é queimar o sorriso ao sol.

terça-feira, 15 de março de 2011



P.S: não perder o fim.

domingo, 13 de março de 2011

CONVITE
CERIMÓNIA DOS 100 ANOS DA UNIVERSIDADE
AULA MAGNA, 21 DE MARÇO, 2.ª FEIRA, 18H


Convido todos os estudantes a participarem na Cerimónia dos 100 Anos da Universidade de Lisboa, que constitui o ponto alto do Programa das Comemorações.
A presença numerosa da comunidade académica será um sinal importante da diversidade e da coesão da Universidade.
Nos próximos dias será distribuído o Programa impresso, mas quero desde já assinalar os momentos mais significativos da Cerimónia:


18h - Alocuções iniciais de Maria Leal (Bibliotecária), Tiago Gonçalves (Presidente da AAUL) e Reitor.
18h20 - Peça de Catarina Alves Costa sobre Orlando Ribeiro: 100 anos.
18h30 - Intervenção de Carmo Fonseca.
18h40 - Atribuição do Prémio UL 2011 a Jorge Miranda.
18h55 - Peça de Rogério Taveira sobre as Ciências do Mar na UL.
19h05 - Doutoramento Honoris Causa de António Lobo Antunes.


Haverá ainda outras iniciativas, em particular no dia 22 de Março (apresentação da exposição, do livro e do documentário, jantar-convívio) e no dia 24 de Março (apresentação do projecto do Caleidoscópio e Lição de José Medeiros Ferreira no Dia do Estudante) – consultar o Programa, em papel ou em www.ul.pt.
Com a mais elevada estima e consideração


António Sampaio da Nóvoa
Reitor

sexta-feira, 11 de março de 2011

Isto de tomar posições é coisa que cansa...

...porque nada é simples ou absoluto, mas todos nos julgam como se fosse. E o se não estás connosco estás contra nós é muito primário: o facto de reconhecer um diagonóstico como verdadeiro, não faz com que vá levantar a receita passada, se duvidar da qualidade dos medicamentos, validade e eficácia da própria receita.

Começando pelo princípio, foi mais ou menos isto que respondi quando me perguntaram pela primeira vez se ia:


3. - Por último, convido a ler o manifesto de convocação para a manifestação de amanhã, que circulou por email. É um manifesto entre o reaccionário e o esquerdismo primário, centrado na defesa do corte das despesas públicas, com um tom de populismo moralista. Um manifesto que defende a "diminuição do número de deputados" (ponto 2), uma "redução drástica dos Municípios e Juntas de Freguesia" (6 e 7), "controlar o pessoal da Função Pública" (14), para além de defender diminuições de salários e de postos de trabalho na RTP e o acabar com a subvenção à mesma televisão (20 e 21). Pergunto se são estas as questões mais importantes para a actual geração? Pergunto se partidos como o PCP e o BE estarão na manifestação a apoiar estas medidas? E se não apoiam, então o que é que lá estão a fazer?


O manifesto não contém nenhuma referência aos jovens, nem à palavra desemprego, ou à palavra licenciado. Não refere a precariedade, não fala de criar empregos. Fala principalmente de acabar. A palavra "acabar" surge 15 vezes, sendo aplicada às instituições públicas em geral, empresas municipais, financiamento dos partidos, motoristas, salários, lugares na RTP, ordenados, reformas, renovação das frotas e PPP.

Este é um manifesto que se esquece de referir os problemas dos jovens e que não aponta soluções para os mesmos. Este manifesto não está à altura de uma geração que, com todas as dificuldades que tem, é também a mais qualificada e capaz que Portugal alguma vez teve. Uma geração que merece melhor destino do que ser colada a um manifesto tão "rasca".

Culpo a minha experiência no associativismo estudantil e, concretamente, a minha experiência enquanto manifestante, pla posição que imediatamente tomei e da qual ainda nenhum argumento me conseguiu demover, mas que me tem tomado horas de discussão.

É engraçado que a Wikipedia (perdoem-me as fontes, mas não tenho qualquer intenção de fazer doutrina) dê a seguinte definição:
As manifestações têm o objetivo, de demonstrar (em geral ao poder instalado) o descontentamento com algo ou a respectiva promoção em relação a matérias públicas. É habitual que se considere a manifestação um êxito tanto maior quanto mais pessoas participarem. Os tópicos das manifestações são em geral do âmbito político, económico, e social.

Se é assim, temos campeão.

Eu, pessoalmente, adopto uma perspectiva...vá: funcionalista (?). A manifestação não é um momento. Uma manifestação tem vários momentos, e eu identifico pelo menos 3, sendo o mais determinante aquele que a antecede. Assim, a fase de organização, enquanto momento prévio, é fundamental para que exista um depois, porque o durante é muito difícil de controlar, como o são todos os fenómenos de grupo e, por isso, é fundamental que se fixe um objectivo final claro e exequível - reivindicável, portanto. E mais que tudo: sério. A seriedade e correcção são factores de credibilização.

Na sua falta, não se pode esperar um depois, ou seja, não se podem esperar resultados, resposta às reivindicações.
Qual o sentido da manifestação, entao? Têm-me dado vários:
1. Demonstração de força
2. Expressão de descontentamento,
3. Solidareadade geracional,

São os mais frequentes. Mas parecem-me todos etéreos, expressões transitivas: todas elas seriam razões acessórias a um objectivo principal, não bastando, por si, para dar sentido à manifestação.

Sem esse sentido, organizar um encontro de pessoas na Av. da Liberdade é desvalorizar o trunfo que a manifestação pode ser noutros casos, banalizá-la, retirar-lhe impacto.
E um pequeno exemplo do pragmatismo que defendo e da sua ausência no movimento "Geração à Rasca" é precisamente o incidente de Viseu

*Muitos caracteres depois, diante do pelotão de fuzilamento, Inês Cisneiros haveria de recordar aquele dia...*

absolutamente desnecessário quando o movimento está a conseguir tanta mobilização. A muitos terá indignado; a mim confirmou-me várias suspeitas quanto à falta de savoir faire de quem está por trás do movimento. 

Isto é só um dos lados da questão, é certo, mas para mim foi decisivo, quando o tempo me é escasso e a verdade é que - também eu - preciso de estudar.


terça-feira, 8 de março de 2011

Da Lealdade

- Vais defendê-lo até à morte, não vais?
- Vou.

P.S: Não confundir com uma apologia da lealdade irracional.

Hã?!























P.S: esta malta não pára.
Quando cheguei à sala, hoje de manhã, a Sic Notícias falava de Mulheres na Ciência. Só uns minutos depois percebi porquê.
Tenho pouca paciência para o orgulho feminino, como de resto para tudo o que é orgulho na diferença. É uma forma de auto-discriminação, que contradiz o suposto intuito de nos vermos iguais. Se somos iguais, que seja normal a diferença - e não extraordinária.
Se me disserem que celebramos o dia de Pão e Paz, ou das feministas até percebo, como percebo o prepétuar de momentos históricos. Mas haver um dia da Mulher faz-me tanta confusão como o Dia dos Deficientes ou um eventual dia da Homossexualidade (eventual porque não fui ver se já existe).

Ia, portanto ignorar tudo o que dissesse respeito a esse universo feminino pseudo-autonomizado e tudo o que a ele pudesse ser associado até que vejo o novo post da Assírio e Alvim:

Começa o tempo onde a mulher começa.


Herberto Helder, Ofício Cantante.

<3

A poesia é, na maioria das vezes, a melhor abordagem. É que de nada me vale discorrer agora sobre porquês: eu sei porque me justificou a excepção.
Irónicamente, sempre tive jeito para os trabalhos manuais.
Longe vão os tempos em que trocava desenhos do Son Go Ku por tazos ou escudos, das esculturas em Lego, maratonas de Art Attack,fascículos Pintar é Fácil .
Ficaram os quadros na sala, os trabalhos da escola enrolados a um canto do armário, o gosto pla ilustração e pla plasticina.


O meu bairro - esta pequena aldeia, arredor do paraíso-  está a transformar-se num antro de psicho-killers.

Nota mental: só enchar a garrafa de àgua na Faculdade.

sábado, 5 de março de 2011

Breves conclusões on 127 Hours

1. Não ver com mães;
2. You wanna know how I got these scars?
3. OST.

sexta-feira, 4 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

por mero efeito do registo


Às vezes não te perdoo que me roubes ideias que tiveste,
que mostres ditas as palavras que invento,
que me absorvas epifanias que registaste primeiro.

É que há tão pouco fiz as pazes com a escrita
e já me lembras do quão inútil é dar-me ao trabalhá-la.
Só me agarra a forma,
o pensatório descripto
e a honra
que me concedes.
Por me haveres explicado sem sequer existir.


P.S: in the end, I'll I'm able to do is to think to myself an ordinary:         fuck...!

Pensamento do Dia

O existencialismo é tão classe-média.


Les sots admirent tout dans un auteur estimé. Je ne lis que pour moi ; je n’aime que ce qui est à mon usage.  

(...)

J’ai bien assez des procès que je juge ; je me serais mieux accommodé de ses oeuvres philosophiques ; mais, quand j’ai vu qu’il doutait de tout, j’ai conclu que j’en savais autant que lui, et que je n’avais besoin de personne pour être ignorant. 


Pococuranté