
Conheci a Vanessa no primeiro dia de aulas do secundário. Por causa da música, claro. É sempre a música :). Acho que foi nesse dia que ela me disse pela primeira vez tu também és Straight Edge. Mas o entusiasmo da nova escola absorvia tudo. E só no fim do ano, aquando das apresentações dos trabalhos de Filosofia é que lhe prestei atenção, explicava ela o que era, afinal, o straight edge.
(Um longo à parte: recordar isto, trás-me à memoria a s'tora - é o nome técnico - Ana Gonçalves. Acho que com ela só tive 17 uma vez e a muito custo...eu sou péssima com floreados e isso confirmou-se no ano seguinte com o meu 19 a lógica - oh, happy days! Mas era uma professora brutal, dedicou uma ou duas aulas à fotografia, dissertava sobre a sua Nikon, punha-nos a ver o Blade Runner e dizia Que o sentido da vida está num Cadburry's. Eu discordo: está num After-Eight.)
Ouvia-a e afinal eu encaixava... havia mais pessoas a pensar como eu.
Antes que o secundário acabasse, eu percebi que não. Felizmente, não encaixava num só frasco. Não cabia... Tipo Alice. Tinha de variar ideias, mudar de frasco(s).
Mas o Straight Edge não descolou imediatamente, até porque eu já era straight edge antes de o saber. E sei porquê. E continuei a ser, mesmo quando já não queria ser, porque era EU, pelos meus motivos.
Às vezes ele manifesta-se para me dizer Olá e eu ser inconveniente (sou brilhante, nisto) com alguém que, no limite, me pensa intolerante (ou meramente entediante).
Por isso aqui fica, para quem quiser saber o que é, afinal, o Straight Edge (e não conhecer a Vanessa).

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