Perder Deus e ganhar hectares,
direitos potestativos susceptíveis
de exercício sem escopo material.
Decisão arbitral de pedido alternativo:
bazamos ou ficamos
por aqui,
por isto,
plo nós que não existe,
por mim.
Ter por equidade o prazer de cheirar
a noite a descer sobre a fachada da Alameda,
de sentir nas pernas agulhas de areia
e na cara o mar de um Guincho de felicidade,
grãos que colecciono em caixas,
moral da história de cada episódio.
E eu saco a temporada inteira.
Procurar nos outros wax off de uma existência
que por vezes me descobre na interacção.
Afogar-me em mim, puxar as cordas
em suspensão, bóias de salvação.
E puxar.
Puxar até restar um só segmento,
decisão.
E todos os dias se perdem e ganham
e agarro,
mim, Tarzan
com metade dos recursos.
Eles vêm, eles comem, eles vão. É a nossa sorte na vida.
Não é sorte, mas é a nossa vida.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
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