Poderoso.
É o adjectivo que melhor qualifica o concerto de Mundo Cão a que assisti no passado Sábado.
O impacto de Morfina ainda se manifesta nos teenagers mais novos (aqueles que apanharam com a moda do punk/emo, que sucedeu a do reggae/roots), mas a fórmula já me andava a cansar, confesso. Daí que me tenha surpreendido pela positiva o feeling com que assisti ao concerto.
Há toda uma encenação que convence. Começa no casaco de Pedro Laginha, passa pela pose deste e acaba no jogo de luzes.
A voz séria e penetrante de Laginha acompanha um instrumental irrepreensível, elementos fundamentais para a atmosfera sorumbática que os Mundo Cão criam e que conquista pelo ritmo de que dotam letras de Valter Hugo-Mãe e Adolfo Luxúria Caníbal, ícones incontornáveis da cultura nacional contemporânea (e que muito admiro por contrariarem o estereótipo do jurista).
P.S: Isto nas festas do Sardoal, ao pé de Abrantes. A noite seguiu com mais 2 ou 3 festas pelo centro da vila, numa das quais se podia assistir ao concerto de Flaming Bus, seguido do de Sexy Sundays. Este último, bastante emotivo. A festa, essa, só acabou às 9h.
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