domingo, 20 de junho de 2010

Ouvi dizer...




Dizia alguém, uns dias, no FB da Inês Meneses que mais vale um segundo disco destes do que o terceiro de Artic Monkeys.

Não sei se concordo. Não com o teor insinuante que o seguimento da conversa sublinhou.

The Last Shadow Puppets teve entrada directa no meu top de bandas no dia em que ouvi The Age of the Understatement pela primeira vez.
Artic Monkeys ainda o integra, não obstando as entradas recentes, o meu crescer e a resistência que os meus ouvidos ganharam a Favourite Worst Nightmare e Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, de tanto os ouvir.

Quanto a Humbug, a influência de Josh Homme é notória (e agrada-me pessoalmente), mas não há perda de identidade. E a prova disso é, nada mais, nada menos que o album de TLSP: as faixas finais são facilmente relacionáveis com as de Humbug, o que se explica com um só nome, um denominador comum, uma voz, que também cresceu e que se tornou tão ou mais gigante que Josh: Alex Turner.


Não há necessidade de os contrapôr (aos àlbuns): são partes de uma mesma obra.

P.S: do meu prisma, claro. E não esquecendo James Ford, também produtor de ambas as bandas, mas de todos os cds (e não apenas destes dois).


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