que aos livros chamamos plo seu nome,
mas não pla idade - porque não têm outra
-, a de velhos: não podem ser senão velhos.
Quando nasci, os livros da casa já cá estavam.
não os vi chegar, mas também nunca saíram.
Contei-os orgulhosamente, como quem conta o futuro.
E pensar que hoje o futuro não chega do mesmo modo
que a casa já é velha; tão como o jardim,
onde ainda nos nascem cogumelos, janelas
pop-up dos meus raciocínios mal explicados.

P.S: por isso é que toda a gente pensa o Remédio Marques velhíssimo e eu tropeço em Proust, na prateleira do Lucky Luke.
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