"you gotta let things happen to people
and, most of all, to your self"
Laura
and, most of all, to your self"
Laura
já lhe conhecia os pés pelos joanetes
e achei por isso que lhes devia perguntar
em que direcção queriam andar.
não eram pés de bola, nem sequer
barbatanas como as minhas.
eram pés brancos, fechados
moldados a condizer com os olhos
rasgados.
talvez por isso lhe balançasse o andar.
por isso, e porque as mãos se amparavam em cesto,
ainda que punhos,
nós
dos dedos treinados.
cheguei a pensar num trabalho de call center
para lhe ouvir a voz
dormente.
seja como for, o comboio passa sempre
na nossa linha
e a ligação nunca mais aprende a andar.
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