terça-feira, 7 de dezembro de 2010

o amor capitalista

desejo-te: quero consumir-te.
amo-te: consumo-te.
já não te amo: penso já ter consumido tudo o que há em ti.
vacilo: talvez ainda sejas consumível.
afinal amo-te: aproveito o que te sobra, o que não cheguei a consumir.


Catarina (da Trama)

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