terça-feira, 28 de junho de 2011

Frutos do pânico

(Só depois do pousio pode a erva crescer.
Há um mês era assim:)

Sei que o mundo acaba em Junho.
Passo o Inverno a queixar-me,
Mas sei que o mundo me acaba em Junho,
iniciando-se o processo de liquidação
para uma culminar extinção em Setembro. 

Entre Junho e Setembro, sim:
seremos rudes rudimentares
seres da caverna.
Passei a parábola a ir lá fora
sessões de acumpunctura de sol
shots of happyness to the veigns,
verde, feliz
arrastadora de grilhetas.

E tudo o que me vão querer
são as sombras.
As putas das formas das silhuetas das sombras.

Lamento,
sei pouco de muito
e não vi essa matéria.
Mas fome já eu tinha.
 
Dizem que a vida me começa em Setembro
mas eu sinto-a acabar.

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