O noite está associada à intimidade. À casa, ao sofá da sala, ao quarto, à cama, à mesa onde jantamos, à família ou àquele bar onde os amigos se equiparam a ela.
Sempre gostei de ter a faculdade para mim, de noite ou ao fim-de-semana, os corredores livres são privilégios de dirigente associativo.
As RGAs (maxime, as de contagem de votos para os órgãos sociais da AAFDL - públicas, como é tradição e que se prolongam pla noite fora até de madrugada), sempre as vi como o abrir de portas de casa para uma reunião de condóminos. Aquele espaço é nosso, e falamos de certos e determinados assuntos, mais ou menos relevantes, com vizinhos/comproprietários - mais ou menos inteligentes/assertivos/aborrecidos/informados. E é esse espaço que nos é comum, une e transcende.
As festas descaracterizam-no um pouco, é certo (e a equipe de limpeza, no dia seguinte, podia ser mais eficiente). Mas casa onde vivam pessoas não pode estar sempre imaculada, ela vive connosco: nuns dias mais alegre, mais desleixada, mais silenciosa...só assim faz sentido.
De certo modo, é isto que o Open Space da AAUL tem permitido: transpor este sentimento para a Universidade. Permitiu-me hoje estudar ao ar livre e ver essas horas nocturnas renderem. Estamos fora do clima de pressão da unidade orgânica, mas ainda dentro do Campus. Fora de casa, mas in the neighbourhood.
Isto não é um post de despedida; é mais o expressar coisas soltas que vou tentando manter afastadas da minha cabana na praia e que vou percebendo impossível por também elas me darem prazer.
De certo modo, foi como começámos:
sailed a boat into the past except
it takes an ocean not to break.
sábado, 28 de maio de 2011
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