terça-feira, 8 de março de 2011

Quando cheguei à sala, hoje de manhã, a Sic Notícias falava de Mulheres na Ciência. Só uns minutos depois percebi porquê.
Tenho pouca paciência para o orgulho feminino, como de resto para tudo o que é orgulho na diferença. É uma forma de auto-discriminação, que contradiz o suposto intuito de nos vermos iguais. Se somos iguais, que seja normal a diferença - e não extraordinária.
Se me disserem que celebramos o dia de Pão e Paz, ou das feministas até percebo, como percebo o prepétuar de momentos históricos. Mas haver um dia da Mulher faz-me tanta confusão como o Dia dos Deficientes ou um eventual dia da Homossexualidade (eventual porque não fui ver se já existe).

Ia, portanto ignorar tudo o que dissesse respeito a esse universo feminino pseudo-autonomizado e tudo o que a ele pudesse ser associado até que vejo o novo post da Assírio e Alvim:

Começa o tempo onde a mulher começa.


Herberto Helder, Ofício Cantante.

<3

A poesia é, na maioria das vezes, a melhor abordagem. É que de nada me vale discorrer agora sobre porquês: eu sei porque me justificou a excepção.

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